Eu quero um batom vermelho e quero ir embora
Quero um ar puro, que nunca tive outrora
Quero me afogar nos teus braços sufocantes
Voltarei daqui um ano, dois. bons e decadentes
Pra contar da miséria sábia e grosseira
Repulsarei toda e qualquer hipótese de espanto
Dum sujo pano limpo minha pele seca
Cegueira é minha condição fugaz
Sigo com ela e dela não largo jamais
Espectros surgem de relance com alcance
Que a luz solidifica e corta a alma
Prejudica os desavisados, enfrenta os valentes
Coragem rendida a contestação
Sou um nobre vigilante da epistêmica
Gargarejo areia pra engolir o sal puro
Mas acredito no doce pecado do sonho
Sonâmbulo aquele que sonha acordado
Crê no que não vê, assim, no real profundo
Tudo que aparece é um mistério
Acredita! acredita! acredita! na suspeita.
Mas suspeita sempre... atrás do muro.
sexta-feira, 27 de março de 2009
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