quinta-feira, 9 de abril de 2015

Amor plausível vs. Amor surreal

Existem dois tipos de amores: os plausíveis e os surreais.

Os surreais são aqueles amores platônicos utópicos que temos na vida. Quando encontramos aquele homem que nos faz parar o tempo, dar borboleta na barriga. Que faz com que pensemos e façamos coisas absurdas. Tira o chão. É uma paixão atormentadora! Dá um nó na garganta, porque nos preocupamos, nos remoemos por dentro, por não termos pés para alcançá-la.

Já o amor plausível torna-se mais terreno. Faz-nos sentir humanas. Pega pelo braço e te leva suavemente. É uma paixão condizente com a realidade. É possível. É tangível. Mas também tem seus limites. Não é tão arrematadora quanto a surreal, mas você pode pegá-la, senti-la, tocá-la e amá-la. Você inconscientemente sabe que não é suficiente, e fica constantemente extirpando esse pensamento do surrealismo que aflige. Numa constante tentativa de autoafirmação. "É bom e é o que tenho para o momento". Fica assim, plácida e feliz. Numa alegria descontente. 

Eu vivo as duas. E meu coração, co-habitado pelo platônico e o real, doi.