Recai num inferno. Tão enfermo e promíscuo, ainda assim, inferno. Tem uma ligação com aqueles dois mundos onde o meu é meu, o teu é nosso.
Eu abstraio tudo de ti, sugo teu floema pra desfazê-lo na essência, no teu bruto, teu xilema. E faço isso com brio. Um brilho estarrecedor que contenho aos teus olhos pra não deixar presságios. Unicamente eu resguardo tal.
Míngua na decorrência temporal a têmpera do desespero. Mas ninguém vê, nem sequer ti. Delimita-se pelas costas. Achas que o respiro é findável e nada além serve de serventia tua. Ledo desgraçado engano teu. Pois eu, ó mísero, te vejo acolá.
Não é dádiva privativa, é desgosto. Dum vívido complacente desprazer, é minha esquisitice de diligenciar causos humanóides. De fraturar a coluna do individual segmentando-a, na busca da sinédoque corpórea.
Ao cunhar limite, vejo que não há nada que ver. Não há nada que extratar! Caio num fino vão. Mirando a alma imensa que tenho, denoto que nunca houve ousas alheias de voltar a meu agreste, meu bruto.
Mas enfim, o inferno sou eu?
O inferno são os outros.